Provérbios

As paredes tem ratos, e ratos tem ouvidos.
Elefante branco.
Algo incômodo que não pode ser recusado. Segundo Ari Riboldi em seu livro o Bode Expiatório, no antigo reino do Sião (Tailândia), o elefante branco era uma animal sagrado que deveria ser dado ao rei quando encontrado. O rei, por sua vez, presenteava os membros da corte com esses raros animais. Apesar do custo e do trabalho para cuidar de um elefante, o presente não podia ser recusado.
Pagar o pato.
Pagar a conta, arcar com as consequências. Vem da obra Facetiae, do italiano Giovanni Bracciolini (1380-1459). O texto conta a história de um camponês que vendia patos e certa vez uma mulher queria pagar os animais por meio de encontros sexuais, mas o marido dela descobriu antes, pagou o pato com dinheiro e encerrou a questão.
Chutar o balde.
Encerrar uma situação, mandar “às favas”. Não há comprovação histórica, mas acredita-se que a origem desta expressão está ligada às execuções na forca. Os condenados ficavam em pé com a corda no pescoço sobre blocos que eram retirados (chutados) para executar o enforcamento.
Rodar a baiana.
Causar confusão ou brigar com alguém. Originou-se no carnaval carioca, no início do século 20. Como naquela época malandros aproveitavam a folia para apalpar as moças que desfilavam, capoeiristas passaram a se fantasiar de baianas e a golpear os abusadores. Quem estava de fora só via a “baiana rodar” e não entendia nada.
Colocar a mão no fogo (por alguém).
Atestar a confiança em alguém. A expressão vem da Inquisição, quando os acusados por heresia eram obrigados a carregar uma barra de ferro quente com as mãos envolvidas em estopa. Se as mãos estivessem queimadas ao retirar a estopa, o destino era a forca.
A vaca foi para o brejo.
Algo deu errado. Origina-se do fato que o gado, à procura de água, atolava no brejos em época de seca, e não conseguia sair.
Para inglês ver.
Enganação, promessa que não será cumprida. Em 1830 a Inglaterra exigiu que o Brasil criasse leis para coibir o tráfico de escravizados. Leis foram criadas e jamais cumpridas.
Dar com os burros n’água.
Fracassar. No Brasil colonial os burros eram os principais meios de transporte. Ao atravessar os rios, alguns burros se agitavam e perdiam toda a carga, sendo esse o fracasso mais temido pelos tropeiros.
Engolir sapo.
Aguentar algo humilhante sem reclamar. A expressão se origina no século XVII em Portugal, e significa aceitar algo revoltante por não haver outra alternativa.
A cobra vai fumar.
Durante a 2ª Guerra Mundial, o governo brasileiro presidido por Getúlio Vargas ora se aproximava dos Estados Unidos, ora da Alemanha nazista. Na época, era comum ouvir que seria mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra. Mas entramos (do lado certo), e como resposta à provocação, os soldados da Força Expedicionária Brasileira adotaram como símbolo um escudo com uma cobra fumando.
Fazer uma vaquinha.
Arrecadar dinheiro para pagar alguma despesa. Na década de 1920, os torcedores do Vasco costumam arrecadar dinheiro para distribuir aos jogadores em caso de vitória. O valor dos prêmios eram inspirados no jogo do bicho, e o mais cobiçado era a “vaca”, que representava 25 mil réis e só era pago em caso de vitórias históricas.
Chorar as pitangas.
Ato de se queixar ou se lamentar. Segundo Câmara Cascudo no livro Locuções Tradicionais do Brasil, essa frase está associada à expressão portuguesa “chorar lágrimas de sangue”. A pitanga se assemelharia a uma lágrima e sua cor vermelha remeteria ao sangue.
Arroz de festa.
Pessoa que não perde um evento. Existem duas explicações etimológicas: 1) a tradição de jogar arroz nos noivos e 2) o arroz doce que era presença obrigatória nas festas do século XIV.
Pé rapado.
Pessoa pobre, sem recursos. Origina-se do fato de que nas igrejas havia uma cantoneira de ferro para raspar a lama dos sapatos. Só os pobres tinhas os pés sujos de lama porque vinham a pé. Ricos vinham a cavalo ou de charrete.
Sem eira nem beira.
Pessoa pobre, sem recursos. No passado “eira” era o terreno onde se secava os grãos e “beira” era a aba do telhado. Portanto, significava uma pessoa que não tinha nem terras e nem teto.
Encher o bucho.
Encher a barriga, comer bem. No Brasil colonial “buchos” eram buracos nas pedras dentro das minas, que deveriam ser enchidos de ouro pelos escravizados. Quem não conseguia encher comia só meia tigela.
Lavar a égua.
Ter sorte, se dar bem. Antigamente os escravizados escondiam ouro na crina do animal para depois lavá-lo e recuperar o ouro.
Santo do pau oco.
Pessoa que finge ser boa. No Brasil colônia, mineradores escondiam ouro em pó dentro de santos de madeira ocos, para fugir do imposto de 20%.
Custar os olhos da cara.
Algo muito caro. Em 1524 o conquistador espanhol Diego de Almagro perdeu um olho ao invadir uma fortaleza inca. De volta à Espanha, disse ao rei: “Defender os interesses da Coroa me custou um olho da cara”.
Não existe árvore que o vento não balance.
Uma casa sem hóspedes é como um poço sem água.
O ignorante fala, o sábio escuta.
A riqueza vem e vai, o caráter permanece.
Carrinho de compras0
Não há produtos no carrinho!
0

SOBRE O USO DE IA

O Virágom é feito por gente que usa IA

O site utiliza ferramentas de inteligência artificial como apoio à pesquisa, organização, análise e revisão de conteúdos. Todo conteúdo publicado é produzido e/ou submetido a revisão editorial humana.

No caso de citações e frases atribuídas a autores, a inteligência artificial pode ser utilizada como ferramenta de pesquisa e verificação, mas a atribuição é analisada com base em fontes documentais e bibliográficas disponíveis. A utilização de IA como ferramenta de pesquisa não significa que uma frase tenha sido criada pela IA.

Quando a inteligência artificial participar de forma substancial da elaboração de um conteúdo, isso será indicado individualmente, na própria página.

Para mais informações veja os nossos Termos de Uso