Roberto Campos

(1917–2001)
Roberto de Oliveira Campos foi um economista, diplomata, escritor e político brasileiro, nascido em Cuiabá (MT). Formado em Filosofia e Teologia, ingressou na carreira diplomática em 1939 e especializou-se em Economia nos Estados Unidos. Participou da Conferência de Bretton Woods, que estabeleceu as bases para a criação do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, e teve atuação importante no desenvolvimento econômico brasileiro. Foi presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), embaixador do Brasil nos Estados Unidos e no Reino Unido e ministro do Planejamento durante o governo de Castelo Branco, entre 1964 e 1967. Defensor do liberalismo econômico, destacou-se por suas críticas à intervenção excessiva do Estado na economia e por suas posições em favor da livre iniciativa. Posteriormente, foi senador por Mato Grosso e deputado federal pelo Rio de Janeiro. Autor de diversos livros, entre eles A Lanterna na Popa, tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras em 1999. Faleceu no Rio de Janeiro, em 9 de outubro de 2001.
O problema com o Brasil é que adoramos resolver com decreto o que só se resolve com trabalho.
É divertidíssima a esquizofrenia dos nossos artistas e intelectuais de esquerda. Admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar: bons cachês em moeda forte, ausência de censura e consumo burguês. São filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola.
Não há país que prospere com um governo gastador e interventor.
Os atores brasileiros são socialistas na voz, mas invariavelmente capitalistas nos bolsos.
O Brasil é um país estável e previsível. Não há o menor perigo de melhorar.
A burrice no Brasil tem um passado glorioso e um futuro promissor.
Para a esquerda brasileira, o socialismo não fracassou, é apenas um sucesso mal explicado.
O respeito ao criador de riqueza é o começo da solução da pobreza.
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