La Rochefoucald

(1613–1680)
François de La Rochefoucauld foi um escritor, moralista e aristocrata francês, célebre por suas Máximas, uma coletânea de reflexões curtas e afiadas sobre a natureza humana, as paixões, o orgulho e a vaidade. Considerado um dos maiores estilistas do pensamento moral do século XVII, ele se destacou por sua visão cética e realista sobre as motivações humanas, influenciando a filosofia, a literatura e a psicologia posteriores. Sua obra permanece como um marco do pensamento moral e literário francês, admirada pela clareza, concisão e profundidade.
A duração de nossas paixões não depende mais de nós do que a duração de nossa vida.
Reflexões ou Sentenças e Máximas Morais, máxima 5
A paixão frequentemente transforma o homem mais inteligente em tolo e, às vezes, o mais tolo em inteligente.
Reflexões ou Sentenças e Máximas Morais, máxima 6
Os vícios entram na composição das virtudes assim como o veneno entra na composição dos remédios.
Reflexões ou Sentenças e Máximas Morais, máxima 182
Nossos inimigos, ao nos julgarem, aproximam-se mais da verdade do que nós mesmos.
Reflexões ou Sentenças e Máximas Morais, máxima 427
A fraqueza é o único defeito incorrigível dos homens.
Reflexões ou Sentenças e Máximas Morais, máxima 473
O silêncio é o caminho mais feliz que um homem pode tomar quando desconfia de si mesmo.
Reflexões ou Sentenças e Máximas Morais, máxima 478
O ridículo desonra mais do que a própria desonra.
Reflexões ou Sentenças e Máximas Morais, máxima 388
Como podemos esperar que outra pessoa guarde nosso segredo, quando nós mesmos não conseguimos guardá-lo?
Reflexões ou Sentenças e Máximas Morais, máxima 389
A ausência diminui paixões pequenas e aumenta as grandes.
Quem vive sem loucura não é tão sábio quanto pensa.
Há pessoas desagradáveis apesar de suas qualidades e outras encantadoras apesar de seus defeitos.
O poder mais perigoso não é o que oprime, mas o que se disfarça em cuidado.
Quem vive sem loucura não é tão sábio quanto pensa.
Somos mais fortes em nossas paixões do que em nossas virtudes.
A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude.
Se não tivéssemos defeitos, não teríamos tanto prazer em notar os dos outros.
A ausência diminui as paixões pequenas e aumenta as grandes, assim como o vento apaga a vela e atiça o fogo.
Nossas virtudes não são, na maioria das vezes, senão vícios disfarçados.
Poucos homens seriam apaixonados se nunca tivessem ouvido falar do amor.
Não encontramos tão facilmente homens de grande valor quanto encontramos pessoas capazes de julgá-los.
O orgulho nunca nos abandona, mesmo nos momentos mais humildes.
A constância nas pequenas coisas é o fundamento da virtude e da grandeza.
A maioria das pessoas não julgaria favoravelmente se não fosse pela esperança de ser julgada da mesma forma.
Nunca somos tão ridículos pelas qualidades que temos como pelos defeitos que queremos aparentar não ter.
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