Graciliano Ramos

(1892–1953)
Graciliano Ramos, nascido em Quebrangulo (AL), foi um dos maiores escritores do modernismo brasileiro, conhecido pelo estilo seco, direto e profundo. Sua obra reflete as dificuldades sociais e existenciais do homem comum, especialmente do sertanejo nordestino. É autor de clássicos como Vidas Secas, São Bernardo e Memórias do Cárcere, este último inspirado em sua prisão política durante o Estado Novo. Foi também prefeito e jornalista, e sua literatura permanece como referência de realismo e crítica social no Brasil.
Comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões.
As pessoas não se conhecem, apenas se suportam.
O silêncio é uma forma de resistência.
O homem se faz nas dificuldades.
Não há alegria maior que a luta pela justiça.
A dureza da vida molda a consciência.
A pobreza não mata o espírito.
A palavra só vale quando é necessária.
A palavra é o mais terrível dos instrumentos do homem.
A liberdade é a condição essencial da dignidade.
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