Fernando Pessoa

(1888–1935)
Fernando Pessoa foi um dos maiores poetas da língua portuguesa e uma das figuras mais complexas da literatura mundial. Nascido em Lisboa, destacou-se por sua genialidade criativa e pelo uso de heterônimos — personalidades literárias com estilos, biografias e visões de mundo próprias — como Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Sua obra explora temas como identidade, existência, solidão e o sentido da vida, com profundidade filosófica e beleza poética. Pessoa publicou pouco em vida, mas sua escrita póstuma revelou uma vastidão literária que o consagrou como um dos pilares do modernismo e da literatura universal.
Quero, terei. Se não aqui, noutro lugar que ainda não sei. Nada perdi. Tudo serei.
Do livro “Obra Poética”
Tema:
O princípio da cura está na consciência da doença.
Tema:
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia. E se não ousarmos fazê-la teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos.
Tempo de Travessia
Tema:
Tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Tema:
Tudo vale a pena se a alma não é pequena.
Tema:
Para ser grande, sê inteiro.
Tema:
O poeta é um fingidor.
Tema:
Liberdade é a possibilidade do isolamento.
Tema:
Sentir tudo de todas as maneiras.
Tema:
Navegar é preciso, viver não é preciso.
Tema:
Viver não é necessário, o que é necessário é criar.
Tema:
Não sou nada, nunca serei nada, não posso querer ser nada.
Tema:
Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.
Tema:
Pensar incomoda como andar à chuva.
Tema:
Tenho saudades de mim.
Tema:
Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre.
Tema:
Ser poeta não é uma ambição minha, é a minha maneira de estar sozinho.
Tema:
Põe quanto tu és no mínimo que fazes.
Tema:
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