Quem está na trincheira com você importa mais do que a própria guerra.
Elefante branco.
Algo incômodo que não pode ser recusado. Segundo Ari Riboldi em seu livro o Bode Expiatório, no antigo reino do Sião (Tailândia), o elefante branco era uma animal sagrado que deveria ser dado ao rei quando encontrado. O rei, por sua vez, presenteava os membros da corte com esses raros animais. Apesar do custo e do trabalho para cuidar de um elefante, o presente não podia ser recusado.
Tema:
Estufar o peito e cantar alto nunca livrou o galo da panela.
Tema:
Pagar o pato.
Pagar a conta, arcar com as consequências. Vem da obra Facetiae, do italiano Giovanni Bracciolini (1380-1459). O texto conta a história de um camponês que vendia patos e certa vez uma mulher queria pagar os animais por meio de encontros sexuais, mas o marido dela descobriu antes, pagou o pato com dinheiro e encerrou a questão.
Tema:
Chutar o balde.
Encerrar uma situação, mandar “às favas”. Não há comprovação histórica, mas acredita-se que a origem desta expressão está ligada às execuções na forca. Os condenados ficavam em pé com a corda no pescoço sobre blocos que eram retirados (chutados) para executar o enforcamento.
Tema:
Rodar a baiana.
Causar confusão ou brigar com alguém. Originou-se no carnaval carioca, no início do século 20. Como naquela época malandros aproveitavam a folia para apalpar as moças que desfilavam, capoeiristas passaram a se fantasiar de baianas e a golpear os abusadores. Quem estava de fora só via a “baiana rodar” e não entendia nada.
Tema:
Custar os olhos da cara.
Algo muito caro. Em 1524 o conquistador espanhol Diego de Almagro perdeu um olho ao invadir uma fortaleza inca. De volta à Espanha, disse ao rei: “Defender os interesses da Coroa me custou um olho da cara”.
Tema:
A vaca foi para o brejo.
Algo deu errado. Origina-se do fato que o gado, à procura de água, atolava no brejos em época de seca, e não conseguia sair.
Tema:
Para inglês ver.
Enganação, promessa que não será cumprida. Em 1830 a Inglaterra exigiu que o Brasil criasse leis para coibir o tráfico de escravizados. Leis foram criadas e jamais cumpridas.
Tema:
Dar com os burros n’água.
Fracassar. No Brasil colonial os burros eram os principais meios de transporte. Ao atravessar os rios, alguns burros se agitavam e perdiam toda a carga, sendo esse o fracasso mais temido pelos tropeiros.
Tema:
Engolir sapo.
Aguentar algo humilhante sem reclamar. A expressão se origina no século XVII em Portugal, e significa aceitar algo revoltante por não haver outra alternativa.
Tema:
Contemple o que você fez, mas ouse fazer mais.
Tema:
A cobra vai fumar.
Durante a 2ª Guerra Mundial, o governo brasileiro presidido por Getúlio Vargas ora se aproximava dos Estados Unidos, ora da Alemanha nazista. Na época, era comum ouvir que seria mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra. Mas entramos (do lado certo), e como resposta à provocação, os soldados da Força Expedicionária Brasileira adotaram como símbolo um escudo com uma cobra fumando.
Tema:
A decisão de mudar não vem de um dia feliz, vem de um dia insuportável.
Tema:
Fazer uma vaquinha.
Arrecadar dinheiro para pagar alguma despesa. Na década de 1920, os torcedores do Vasco costumam arrecadar dinheiro para distribuir aos jogadores em caso de vitória. O valor dos prêmios eram inspirados no jogo do bicho, e o mais cobiçado era a “vaca”, que representava 25 mil réis e só era pago em caso de vitórias históricas.
Tema:
Não abandones tua ânsia de fazer da tua vida algo extraordinário.
Tema:
Chorar as pitangas.
Ato de se queixar ou se lamentar. Segundo Câmara Cascudo no livro Locuções Tradicionais do Brasil, essa frase está associada à expressão portuguesa “chorar lágrimas de sangue”. A pitanga se assemelharia a uma lágrima e sua cor vermelha remeteria ao sangue.
Tema:
Felicidade se acha é em horinhas de descuido.
Tema:
Arroz de festa.
Pessoa que não perde um evento. Existem duas explicações etimológicas: 1) a tradição de jogar arroz nos noivos e 2) o arroz doce que era presença obrigatória nas festas do século XIV.
Tema:
Ninguém volta de uma viagem mais pobre.
Não é sobre dinheiro
O senso comum é o precipício mais bem sinalizado do mundo.
Pé rapado.
Pessoa pobre, sem recursos. Origina-se do fato de que nas igrejas havia uma cantoneira de ferro para raspar a lama dos sapatos. Só os pobres tinhas os pés sujos de lama porque vinham a pé. Ricos vinham a cavalo ou de charrete.
Tema:
Sem eira nem beira.
Pessoa pobre, sem recursos. No passado “eira” era o terreno onde se secava os grãos e “beira” era a aba do telhado. Portanto, significava uma pessoa que não tinha nem terras e nem teto.
Tema:
Encher o bucho.
Encher a barriga, comer bem. No Brasil colonial “buchos” eram buracos nas pedras dentro das minas, que deveriam ser enchidos de ouro pelos escravizados. Quem não conseguia encher comia só meia tigela.
Tema:
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