Expressão Popular

Sem eira nem beira.
Pessoa pobre, sem recursos. No passado “eira” era o terreno onde se secava os grãos e “beira” era a aba do telhado. Portanto, significava uma pessoa que não tinha nem terras e nem teto.
Tema:
Encher o bucho.
Encher a barriga, comer bem. No Brasil colonial “buchos” eram buracos nas pedras dentro das minas, que deveriam ser enchidos de ouro pelos escravizados. Quem não conseguia encher comia só meia tigela.
Tema:
Lavar a égua.
Ter sorte, se dar bem. Antigamente os escravizados escondiam ouro na crina do animal para depois lavá-lo e recuperar o ouro.
Tema:
Santo do pau oco.
Pessoa que finge ser boa. No Brasil colônia, mineradores escondiam ouro em pó dentro de santos de madeira ocos, para fugir do imposto de 20%.
Tema:
Custar os olhos da cara.
Algo muito caro. Em 1524 o conquistador espanhol Diego de Almagro perdeu um olho ao invadir uma fortaleza inca. De volta à Espanha, disse ao rei: “Defender os interesses da Coroa me custou um olho da cara”.
Tema:
A vaca foi para o brejo.
Algo deu errado. Origina-se do fato que o gado, à procura de água, atolava no brejos em época de seca, e não conseguia sair.
Tema:
Para inglês ver.
Enganação, promessa que não será cumprida. Em 1830 a Inglaterra exigiu que o Brasil criasse leis para coibir o tráfico de escravizados. Leis foram criadas e jamais cumpridas.
Tema:
Dar com os burros n’água.
Fracassar. No Brasil colonial os burros eram os principais meios de transporte. Ao atravessar os rios, alguns burros se agitavam e perdiam toda a carga, sendo esse o fracasso mais temido pelos tropeiros.
Tema:
Engolir sapo.
Aguentar algo humilhante sem reclamar. A expressão se origina no século XVII em Portugal, e significa aceitar algo revoltante por não haver outra alternativa.
Tema:
A cobra vai fumar.
Durante a 2ª Guerra Mundial, o governo brasileiro presidido por Getúlio Vargas ora se aproximava dos Estados Unidos, ora da Alemanha nazista. Na época, era comum ouvir que seria mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra. Mas entramos (do lado certo), e como resposta à provocação, os soldados da Força Expedicionária Brasileira adotaram como símbolo um escudo com uma cobra fumando.
Tema:
Fazer uma vaquinha.
Arrecadar dinheiro para pagar alguma despesa. Na década de 1920, os torcedores do Vasco costumam arrecadar dinheiro para distribuir aos jogadores em caso de vitória. O valor dos prêmios eram inspirados no jogo do bicho, e o mais cobiçado era a “vaca”, que representava 25 mil réis e só era pago em caso de vitórias históricas.
Tema:
Chorar as pitangas.
Ato de se queixar ou se lamentar. Segundo Câmara Cascudo no livro Locuções Tradicionais do Brasil, essa frase está associada à expressão portuguesa “chorar lágrimas de sangue”. A pitanga se assemelharia a uma lágrima e sua cor vermelha remeteria ao sangue.
Tema:
Arroz de festa.
Pessoa que não perde um evento. Existem duas explicações etimológicas: 1) a tradição de jogar arroz nos noivos e 2) o arroz doce que era presença obrigatória nas festas do século XIV.
Tema:
Carrinho de compras0
Não há produtos no carrinho!
0