O Olho de Hórus e o legado de Atlântida
Esta história começa antes da destruição causada pelo dilúvio, por volta do ano 10.900 a.C. quando o sistema solar transitava pelo signo de Leão.
Naquele tempo ainda existia uma civilização na Terra sobre um lugar que, hoje convertido em lenda, chamamos de Atlântida.
Segundo antigas tradições esotéricas, esse povo dominava uma sabedoria que unia ciência, espiritualidade e consciência cósmica, produto da evolução da consciência do homem por milhares de anos.
O grande dilúvio
Guiados por este vasto conhecimento, Sacerdotes da época descobriram que o planeta estava nos momentos finais de um de seus ciclos.
Eles então construíram embarcações onde colocaram suas famílias e alguns animais domésticos e se afastaram de Atlântida, antes do colapso global, que fez as águas varrerem todos os continentes e apagarem quase todos os traços da civilização.
Quando o planeta enfim reencontrou seu equilíbrio, os Sacerdotes sobreviventes desembarcaram em terras distantes, onde acreditavam estar a nova convergência das forças telúricas da Terra, no coração do que hoje conhecemos como Egito.
Uma nova civilização
Foi ali, no vale fértil do Nilo, que teriam fundado uma nova civilização: o Egito Antigo, que difere em muito do que aprendemos nos livros de história convencionais.
A exemplo do que havia em Atlântida, os Sacerdotes construíram maciças formas piramidais que ressoavam com o campo magnético do novo local, concentrando e transformando a vibração fundamental do planeta em energia.
Portanto, suas pirâmides e templos não seriam apenas monumentos funerários, mas instrumentos de geração de energia para impulsionar a evolução da nova civilização, bem como para elevar o pensamento humano a níveis superiores de consciência.
Como na velha Atlântida, os Sacerdotes buscavam transformar o homem animal-limitado em seres muito avançados espiritualmente, com um conceito de progresso não baseado em aquisições materiais mas em encontrar a paz e a harmonia interior.
Significado do Olhos de Hórus
Mas, afinal, o que representa o misterioso Olho de Hórus?
Mais do que um símbolo, ele é uma chave espiritual. O olho do falcão — a ave que enxerga o invisível — representa a visão além do véu do mundo material. É a percepção divina que transcende o tempo e o espaço, e que permite ao iniciado “ver tudo”, inclusive suas próprias vidas passadas.
Nas escolas de mistério do Egito, o Olho de Hórus (ou Udjat) era o emblema da proteção, da cura e da iluminação. Dividido em partes que simbolizavam os sentidos humanos, ele também expressava a harmonia entre razão e intuição, ciência e espírito.
Hórus, o deus-falcão, era o símbolo da ascensão da alma — aquele que renasce após a morte de Osíris, restaurando a ordem sobre o caos. Seu olho representa a vitória da consciência sobre a ignorância, da vida sobre a matéria.
Ver com o olho de Hórus é compreender que a verdadeira imortalidade não está no corpo, mas no despertar da mente e na expansão da alma.
O Olho de Hórus representa, portanto, o momento em que o ser humano compreende sua natureza imortal e se liberta do ciclo de reencarnações, alcançando o estado de plenitude e unidade com o cosmos. Representa o fim das limitações materiais, o momento de consolidar todas as vidas vividas e de manter, para sempre, a consciência adquirida na condição de espírito livre.
Para saber mais
Tudo o que foi apresentado neste post e muito, muito mais, pode ser visto no documentário O Olho de Hórus, produzido pelo Infinito, o extinto canal de televisão. O vídeo, disponível no Youtube, tem mais de 5 horas de duração e vale ser visto.
Entre outras informações relevantes, o documentário conta que vivemos um ciclo de muitas vidas, passando pela influência de todas as eras solares, até completarmos a cadeia de reencarnações que nos leva à imortalidade. E, em cada uma desta encarnações, recebemos um corpo, um nome, uma personalidade temporal determinada pelo ciclo solar e pelas circunstâncias, onde cumpriremos nosso destino de aprendizado.
Os iniciados notarão que muitas passagens do velho testamento, bem como das escrituras sagradas de outras civilizações, já eram ensinadas nas escolas de mistérios do Egito, e que tudo isso está registrado em forma de símbolos nas paredes dos antigos templos.
Notarão também que o símbolo do Falcão era encontrado nas paredes de todas as escolas de mistérios egípcias. Hórus, o olho do falcão que tudo vê, que voa livre como um espírito por cima das circunstâncias materiais.
Verão que estes símbolos gravados nas pedras dos templos egípcios guardam a lembrança de que já fomos, talvez em tempos esquecidos, filhos das estrelas.
Essa linguagem simbólica revela o princípio universal de que o homem está destinado à evolução espiritual.